O Mistério da Mansão Everwood

Era uma noite fria e chuvosa na pequena cidade de Arborville. As ruas estavam desertas, exceto pelo som suave da chuva batendo no chão. No alto de uma colina, uma antiga mansão ficava imponente, envolta em névoa. A mansão Everwood tinha fama de ser assombrada, e os moradores locais evitavam passar por perto, especialmente à noite.

Sarah, uma jovem repórter determinada, estava em Arborville para investigar um caso que intrigava todos: o desaparecimento misterioso de pessoas que tinham se aventurado na mansão. Diziam que qualquer um que entrasse no lugar não voltava mais. Sarah, cética e corajosa, decidiu desvendar o mistério de uma vez por todas.

Com uma lanterna em mãos e uma câmera pendurada no pescoço, Sarah se aproximou da mansão. A porta, que estava entreaberta, rangeu ao ser empurrada. Dentro, o ar era frio e pesado, e o silêncio era quebrado apenas pelo som ocasional da madeira rangendo. A cada passo, o chão de madeira sob seus pés estalava, aumentando a tensão.

Sarah seguiu pelo corredor principal, iluminando os antigos quadros nas paredes. As figuras retratadas pareciam observá-la com olhos vivos. No final do corredor, uma grande escadaria em espiral levava ao andar superior. Sarah hesitou por um momento, mas a curiosidade foi mais forte.

No andar de cima, a jovem descobriu uma porta trancada. Curiosa, ela tentou abri-la, mas sem sucesso. Enquanto se afastava, um vento repentino abriu a janela no final do corredor, fazendo a cortina balançar violentamente. Sarah sentiu um arrepio na espinha, mas decidiu verificar o que havia atrás da janela.

Ao olhar para fora, ela viu algo que a fez gelar. Lá embaixo, no jardim dos fundos, uma figura encapuzada estava parada, olhando diretamente para ela. Sarah sentiu seu coração acelerar, mas quando piscou, a figura havia desaparecido. Decidida a descobrir mais, ela correu até o jardim.

No jardim, Sarah encontrou uma pequena entrada secreta que levava a um porão. Descendo as escadas, ela descobriu uma sala escura, cheia de velas e símbolos estranhos nas paredes. No centro da sala, havia uma mesa com um velho livro aberto. Quando se aproximou, Sarah viu que o livro estava cheio de nomes, muitos dos quais pertenciam às pessoas desaparecidas.

De repente, a porta do porão se fechou com um estrondo, e Sarah percebeu que não estava sozinha. A figura encapuzada que havia visto antes estava lá, observando-a com olhos penetrantes. Antes que ela pudesse reagir, a figura levantou uma mão e as velas apagaram, mergulhando a sala na escuridão completa.

No silêncio, uma voz fria e rouca ecoou: “Você não deveria estar aqui…”

E então, tudo ficou em silêncio novamente. Quando as luzes voltaram, Sarah estava sozinha, o porão vazio. Mas o livro havia desaparecido, junto com qualquer prova do que havia acontecido. Tremendo, ela correu para fora da mansão e nunca mais voltou a Arborville.

Embora Sarah tivesse sobrevivido, o mistério da mansão Everwood permaneceu, e ninguém jamais descobriu o que realmente aconteceu naquela noite. Mas uma coisa era certa: quem entrava na mansão saía mudado para sempre, se saísse.

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